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VALE A PENA FILMAR EM 4K OU 1080p?

18 de maio de 2018

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VALE A PENA FILMAR EM 4K OU 1080p?

Olá pessoal! Neste post, vamos falar um pouco sobre uma dúvida bastante comum para quem trabalha com Audiovisual: vale a pena trabalhar em 4K?

Esta resolução é maior que a Full HD e tem suas particularidades a fim de oferecer um resultado final superior. Para decidir se vale a pena usar, é necessário pensar em questões pontuais de acordo com a situação.

Assista no vídeo abaixo algumas das reflexões e constatações feitas por Lucas Gesser e tire algumas de suas dúvidas:

Veiculação

Em primeiro lugar, a veiculação de vídeos nesse formato ainda não tem grande abertura pelo menos no Brasil. Ainda não existem emissoras que transmitam conteúdo em 4K, nem salas de cinema preparadas para esta tecnologia. As salas em geral já são convertidas para os padrões digitais, embora trabalhem com DCP 2k.

Acima de tudo, a maioria das pessoas que consomem conteúdo em vídeo não está assistindo em 4K. Para isso, seria necessário uma conexão de internet com velocidade superior, além de monitores que reproduzam imagems nesta resolução.

Em contrapartida, a Netflix, por exemplo, exige que o conteúdo original do material produzido e finalizado esteja em 4K, talvez como garantia para o futuro, como veremos mais à frente.

Armazenamento e processamento

Ao pensarmos primeiramente no formato, codec, ou na resolução que vamos utilizar em nossos vídeos, muitas vezes esquecemos a pós-produção. Ou seja, teremos uma máquina com espaço e processamento suficiente na hora de descompactar arquivos para a edição?

O material gravado em 4K demanda maior espaço de armazenamento, o que na prática signifca ter mais HDs de backup disponíveis para utilização.

O formato exige também mais processamento da sua máquina na hora de tratar os arquivos. Portanto, caso você tenha uma ilha de edição mais antiga, montada alguns anos atrás, pode ser que ela já não suporte esta tecnologia.

Future proofing

O termo em inglês significa “à prova de futuro” (em tradução literal) e quer dizer que gravar em 4K pode ser uma boa forma de estar preparado para manter o seu vídeo com uma resolução atualizada, num futuro próximo.

Poucas pessoas estão usufruindo da resolução 4K na hora de assistir conteúdos hoje em dia. Ainda assim, é possível que em alguns anos o acesso ao conteúdo em 4K se torne mais fácil.

Qualidade

Este último fator envolve muitos pontos na hora de tomar a decisão sobre que tipo de resolução você deve usar.

Alguns anos atrás, o diretor de fotografia Steve Yedlin escreveu um artigo sobre TVs 4K intitulado Big K. Ele defende que, ao assistir TV em casa, não faz diferença assistir em Full HD ou 4K. Isso porque de acordo com a distância média e o tamanho da TV no qual as pessoas costumam assistir filmes em casa, o olho humano não consegue perceber a diferença. É possível ver a diferença entre o sharped digital, ou seja, uma diferença artificial.

Atualmente, os fabricantes têm focado em produtos com resoluções mais altas. Para entrar nesse mercado de high definition, o sensor das câmeras precisa também ser aprimorado e desenvolvido exclusivamente para essas resoluções mais altas.

Isso traz uma série de desvantagens se você tiver que utilizar o equipamento em resoluções mais baixas. Por exemplo, a câmera RED Dragon tem um sensor de 6K. Ao gravar com menor resolução, você vai perder área do sensor, ou seja, você começa a introduzir um fator de crop e perder a possibilidade de usar uma grande quantidade de lentes.

A Sony A7SII (utilizada no vídeo acima) tem sensor nativo para resolução de 4K. Ao rodar em resoluções mais baixas, você acaba perdendo em ruído e definição, como é possível ver no comparativo que é apresentado no vídeo.

Portanto, sempre que você precisar rodar vídeos em resoluções abaixo da resolução nativa do sensor, é preciso levar em consideração todos esses fatores e garantir ao seu público um vídeo com o máximo de qualidade que você puder oferecer.

E você?  Prefere gravar em 4K ou Full HD 1080p? Deixe sua opinião nos comentários e até a próxima!

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