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GRAVAÇÃO DE BANDA AO VIVO

24 de maio de 2018

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GRAVAÇÃO DE BANDA AO VIVO

Olá pessoal! Gravar uma banda ao vivo é uma forma de registrar material de qualidade para o artista. Contudo, na hora da gravação é preciso tomar alguns cuidados. Durante a montagem do estúdio, a microfonação e outros pontos podem garantir que os instrumentos soem da melhor forma possível.

Esta é uma recomendação inicial: procure sempre extrair o melhor som possível do instrumento durante a gravação. Quando você deixa para trabalhar o som apenas na mixagem, pode acabar tendo um trabalho muito maior.

Hoje vamos aprender mais sobre o assunto nesta aula completa sobre gravação de banda ao vivo com André Nunzinato e a banda 5inco. Dá uma olhada no OZI Dicas #14:

Prós e contras

Uma das maiores vantagens na hora de gravar uma banda ao vivo é obter o feeling mais apurado na hora da gravação. Dessa forma, as notas soam mais naturais e geram uma mix mais elegante. Ao gravar com o metrônomo, é possível ainda fazer overdubs ou ainda regravar algum instrumento que acabe soando estranho.

A parte negativa é que você não vai poder trabalhar com tanto afinco cada instrumento separadamente. Isso acontece, em geral, porque todos os instrumentos são gravados ao mesmo tempo e na mesma sala. Portanto é preciso encontrar microfones específicos para cada um deles, evitando ao máximo os vazamentos.

Importante: a banda precisa estar bem ensaiada para a gravação. Pequenos erros podem acabar comprometendo o resultado final.

Um overview sobre a gravação

Para a gravação da banda 5inco, André utilizou 14 canais de uma mesa Behringer X32, uma opção com 32 canais e 16 saídas auxiliares. A mesa de som foi configurada de forma que o som captado entrava na mesa, chegava ao ProTools e só então era endereçado aos monitores de áudio. Portanto, o que foi gravado nos microfones é o que realmente ficou para ser trabalhado na mixagem.

Além disso, a gravação contou com cabos XLR balanceados endereçados à mesa por meio de um subsnake (medusa) de 20 canais. Como bem pontuou André, “os microfones são os pincéis do técnico de som”. Com isso, é importante optar por aqueles que entreguem um resultado mais próximo do que você busca. Existem no mercado microfones com corte de graves ou agudos e espectro desenhado para diferentes sonoridades.

Quando você não tem certeza de como devem se comportar os timbres para aquele tipo de som, é importante também não equalizar os instrumentos durante a gravação. Dessa forma, no futuro você terá mais possibilidades com as frequências que forem gravadas flat, sem cortes.

Montagem e preparação

Bateria

O instrumento com mais particularidades na hora de gravar ao vivo, a bateria precisa de microfones específicos para cada peça. Além disso, necessita de uma afinação adequada de acordo com a escala da música que vai ser gravada. Neste caso, é importante utilizar um teclado para a afinação.

No bumbo, foi utilizado um microfone Shure D112 posicionado o mais próximo do aro, uma vez que a peça não tinha a pele furada. Esta técnica permite captar a parte grave e evitar ressonâncias do centro.

Para os tambores, André utilizou microfones Shure SM57, apontados sempre para o local da fonte sonora, ou seja, o local da pele onde o baterista encosta as baquetas. Isso gera sons mais próximos do natural. Os mesmos microfones dos tambores foram utilizados na caixa, um na pele de cima e outro na esteira inferior. O surdo foi microfonado com um Audio-Technica AT701, que oferece uma sonoridade interessante para esta peça.

Para os pratos, foram utilizados microfones Shure SM81 com corte de grave no máximo, um equipamento versátil para voz, violão, pratos, metais e outros. Uma dica extra: ao posicionar estes microfones de pratos, mantenha-os posicionados sempre na mesma altura, para uma captação coerente.

Este setup permitiu captar o áudio da bateria de maneira bastante profissional e com cada peça bem definida, como você pode ver no vídeo. De qualquer forma, é possível gravar uma bateria completa com um set mais enxuto com 4 microfones: um para o bumbo, um para a caixa e dois superiores pra captar a bateria inteira.

Contrabaixo

Por ter sido utilizado um baixo Music Man que já possui uma excelente sonoridade, André optou por gravar este instrumento diretamente na mesa, por meio de uma direct box. Assim, ele garantiu um resultado flat que pode ser facilmente trabalhado durante a mixagem.

Guitarras

Para as guitarras, foi utilizado um amplificador microfonado dentro da sala anexa à sala principal. Essa técnica ajuda a evitar que o som do amplificador vaze para outros microfones. Para o amplificador foi utilizado um microfone Shure SM57, mais próximo do aro do alto falante. É possível também utilizar um condenser para captar sons médios, caso haja necessidade.

Voz

Para captar o vocal, nesta ocasião foi utilizado um microfone Shure SM58 dinâmico, padrão para palcos e que evita captação de sons externos como da bateria, por exemplo.


 

Como você pode ver, a principal parte na hora de gravar uma banda ao vivo é microfonar corretamente cada instrumento, especialmente a bateria. Quanto mais microfones para captação de cada peça da bateria, você terá mais autonomia na hora da mixagem.

Então por hoje é só. Acompanhe o canal da OZI no YouTube e descubra muito mais dicas para as suas produções.

Até a próxima!

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