CARREIRA CATEGORIAS DICAS PRODUÇÃO ROTEIRO

5 DICAS DE ROTEIRO

13 de novembro de 2018

author:

5 DICAS DE ROTEIRO

Fala galera! Você conhece o trabalho de um Acquisition Executive, ou consultor de aquisições? Este trabalho é feito por uma pessoa encarregada por grandes estúdios de cinema a encontrar os melhores roteiros e histórias que possam se tornar sucesso nas grande tela. E tudo isso começa lendo o roteiro do filme a ser produzido.

Evan Littman é um consagrado consultor de roteiros e possui uma empresa chamada GetMade, que faz consultorias de roteiro. Littman trabalhou muito tempo no mercado de pré-venda de filmes independentes representando compradores interessados em roteiros: “Eles não procuram apenas algo comercialmente viável, mas precisam de coisas que se destacam na multidão”

Littman reuniu 5 preciosas dicas neste post da No Film School que podem ajudar muito no trabalho de quem quer contar uma boa história. Confere abaixo:

Dica de Roteiro #1: Apresentação das personagens

Grandes personagens geralmente tendem a ter ótimas introduções. Pense em Quint em Tubarão, ou Willy Wonka da Fantástica Fábrica de Chocolate, ou ainda no capitão Jack Sparrow, do primeiro Piratas do Caribe. Esses personagens fazem entradas marcantes e completamente dentro de suas personalidades.

Esta é certamente a melhor maneira de dizer ao seu público quem é aquela pessoa e a que ela veio na história. Apesar disso, não é somente uma questão da personagem fazer algo engraçado, legal, ou único.

Littman conta sobre a quantidade de vezes em que abriu um roteiro que descrevia o herói como “JOHN, 25, bonito”.

“Primeiro de tudo, é Hollywood. Todos são bonitos. Em segundo lugar, eu conheço muitos caras chamados John, nenhum deles se destaca. Em terceiro lugar, esta descrição não me diz nada sobre a pessoa real.”
–Evan Littman

Embora a maioria dos roteiros de livros, gurus e experts no assunto digam para não usar material que não será filmado em seu roteiro, o momento de apresentar sua personagem é onde você pode quebrar essa regra e escrever algo como “JOHN, 25, o tipo de cara que sempre corrigiu seu professor de ciências do ensino médio sobre alguns detalhes insignificantes”. Dessa forma, seu público já terá ao menos uma noção de quem é a personagem.

Vale lembrar que isso não é exatamente obrigatório. Muitos roteiros excelentes têm descrições e introduções minimalistas de seus personagens. Contudo, se você está realmente tentando se destacar, fazer algo diferente nunca é demais.

Dica de roteiro #2: Cenas de ação

Se você está escrevendo um thriller de espionagem ou um slasher corajoso, mais cedo ou mais tarde seu roteiro vai pedir uma seqüência de ação. Mas como colocar no roteiro?

Os elementos que você vai precisar aqui são simples: clareza e fluxo. Não importa quanto tempo dure sua cena de luta ou perseguição de carro. O leitor precisa ser capaz de entender o que está acontecendo e deve se sentir vivendo o filme a cada página.

A tecla Enter é sua melhor amiga. Divida suas sequências de ação em ações menores e dê a cada uma delas a sua própria linha ou linhas. Apenas não exagere, afinla de contas você é o escritor, não o coreógrafo de luta.

Concentre-se nas batidas, por exemplo: o personagem A faz alguns bons socos no personagem B, até que o personagem B puxa uma faca.

Roteiristas profissionais sabem como encontrar o equilíbrio entre muita especificidade e detalhes insuficientes.

Se você está procurando referências, as sequências de ação de James Cameron são sempre estruturadas de forma eficaz na página. Também ajuda a assistir filmes de Steven Spielberg.

Dica #3: Diálogos

Uma coisa que se destaca para qualquer leitor é como seus personagens falam. Eles soam como pessoas reais? Escrever bons diálogos é uma das coisas mais difíceis que existe sobre roteirização.

Você provavelmente já leu algo sobre subtexto, objetivos, motivações, vozes únicas de personagens, entre outros. Acima de tudo, é necessário ler seu diálogo em voz alta para detectar erros ou redundâncias.

No final do dia, o que separa um roteiro amador de um roteiro profissional é que os profissionais escrevem como as pessoas realmente falam… só que melhor.

Vá a um café ou a um bar e ouça as conversas ao seu redor. Aprenda o ritmo das conversas. As pessoas muitas vezes repetem a si mesmas ou a seus amigos, interrompem suas frases, se afastam ou mudam de assunto na metade do caminho.

Às vezes, eles até fazem um rosto em vez de usar palavras para transmitir como se sentem. É desse ritmo real que seus personagens precisam.

Ou, por outro lado, você pode também cortar falas e conversas. Se você está lutando para transmitir a cena através do diálogo, talvez haja uma maneira de mostrá-lo visualmente. Um roteiro profissional raramente tem diálogos que não avancem a história de alguma forma.

Dica de Roteiro #4: Prosa visual, evocativa

Lembre-se, você está escrevendo um filme. O que o público está vendo? Você pode transmitir isso a um leitor em uma frase ou duas? Você pode tornar isso mais interessante, emocional, dramático e visual?

Por exemplo, digamos que você tenha um personagem que se sentiu traído pelas pessoas ao seu redor. Você pode escrever algo como “ele encara furiosamente seus compatriotas”. Nada de errado com isso, mas poderíamos fazer melhor?

Vamos dar uma olhada em um exemplo de James Cameron, desta vez de The Abyss: “Os olhos de Coffey são navalhas. Ele os corta de cara a cara”. Isso praticamente diz tudo, não é? É legal, eficiente e cinematográfico. Cameron sabe o que está colocando na tela, mas também sabe o que está mostrando ao leitor.

É importante não florear demais o texto. O roteiro não é um romance e você não tem a palavra ou espaço para mergulhar em metáforas estendidas em sua prosa.

Dica de Roteiro #5: Em boas mãos

Vou trapacear um pouco aqui porque é difícil descrever esse. Há apenas um sentimento que você tem quando está lendo um roteiro e sabe que vai ser bom, porque o escritor é um contador de histórias bastante confiante.

A única regra real de roteiro que importa é “isso poderia ser um filme?”. Esse é o sentimento que os leitores têm quando estão na página dois e a resposta já é enfática SIM.

Não é apenas uma questão de talento, mas também de experiência. Além disso, existe um insitnto que precisa precisa ser desenvolvido. A melhor maneira de fazer isso é assistir a filmes, ler scripts e obter feedback real sobre o seu trabalho.

Resumo das 5 dicas de escrita de roteiro

Espero que isso lance alguma luz sobre o que os leitores e executivos vêem regularmente e sobre o que seu script está enfrentando no mercado. Vale a pena notar que a opinião de todos é diferente. É o seu roteiro e, no final do dia, você tem que amá-lo.

Lembre-se sempre que, ao tentar vender o seu roteiro, existem milhares de outros escritores fazendo o mesmo. Portanto, buscar um espaço de destaque é desafiador, exige uma capacidade única de desvendar a melhor forma de contar sua história.

Fique ligado no canal da OZI no YouTube para receber mais dicas como essa e até a próxima!

Deixe o seu comentário