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10 DICAS DO CINEASTA MICHAEL IRONSIDE

6 de novembro de 2018

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10 DICAS DO CINEASTA MICHAEL IRONSIDE

Personificando papéis em uma carreira com mais de quatro décadas, o cineasta Michael Ironside tem habitado personagens com inteligência e empatia feroz, expondo os lados mais obscuros da condição humana. Se você gosta de cinema bizarro, provavelmente já assistiu algum filme com Ironside na tela grande. O ator, escritor e diretor canadense trabalhou em alguns dos filmes mais surreais e icônicos da história recente: Scanners, de David Cronenberg (1981); Top Gun, de Tony Scott (1986); Total Recall, de Paul Verhoeven (1990) e Starship Troopers (1997); The Machinist, de Brad Anderson (2004); até os mais cults modernos como Turbo Kid, da RKSS (2015).

A carreira de Ironside não parece estar parando. mostra sinais de desaceleração e, neste final de ano, ele aparece ao lado de Munro Chambers e Luca Villacis no thriller de horror de Michael Peterson, Knuckleball. O ator fez uma lista para o site Moviemaker, onde compartilhou 10 chaves de uma carreira sólida, com dicas que vivenciou durante seus mais de 40 anos em ambos os lados da câmera.

O que aprendi como cineasta, por Michael Ironside

1.

Escrever e não entender de atuação é arrogância. Em primeiro lugar, isso é como escrever música e não ter um instrumento para tocar. É por isso que estudei atuação. O problema é que após alguns anos, esqueceram que eu era escritor e começaram a me contratar como ator.

2.

Esteja preparado para demitir pessoas que não tratem o set de filmagem com o respeito que ele merece.

3.

Cada set precisa de qualidade e segurança, e se a sua equipe não trabalhar em virtude disso, eles não deveriam estar lá. Se você está fazendo um filme que envolve estupro, por exemplo, você precisa ser extremamente protetor com a atriz e a pessoa que está interpretando o estuprador. Você precisa que todos sejam educados e se mantenham protetores e cuidadosos o máximo possível. Por fim, essa regra se adapta a outros tipos de filme também: você está pedindo a alguém para se arriscar, seja com diálogo e comportamento, para fingir que eles são de outro planeta, que estão doentes mentais, entre outras coisas.

4.

Atuar é jogar. É por isso que as crianças são maravilhosas para se trabalhar: elas estão mais dispostas a jogar. As crianças também sabem mentir de forma convincente.

5.

Quando você faz coisas apenas por dinheiro, não faz amor, mas apenas como uma atividade comercial. Por três vezes na minha carreira aceitei empregos apenas pelo dinheiro, porque não sabia como recusar esse dinheiro. Duas dessas vezes foram suicidas. Eu senti, “Que porra eu estou fazendo aqui?” Há uma razão pela qual certos projetos oferecem tanto dinheiro: as pessoas que trabalharam neles não eram cineastas. Essas pessoas não deveriam estar fazendo um filme.

6.

Se você sentir ressentimento em relação a um projeto, não será capaz de fazê-lo. Eu recebo cinco roteiros/semana e tento ler tudo e fazer o melhor com o que a escrita me oferece. Eu estabeleço um preço base para os filmes – que geralmente é muito menor do que os meus agentes pedem – para que eu possa fazê-los sem sentir qualquer ressentimento. Em resumo, na maioria das vezes, o que recebo está muito acima do meu nível de ressentimento.

7.

Durante as audições, dê aos atores uma direção que seja contrária ao que o personagem pede, apenas para ver se eles podem fazer isso e mudar de marcha. Isso os envolve no processo e permite que você possa confiar em seus atores, garantindo que eles possam ser facilmente dirigidos.

8.

Atuar em filmes de gênero só funciona se você se entregar completamente e acreditar nele. Primordialmente, é preciso compromisso emocional.

9.

Escolha o que é real – dessa forma, você descarta o que é somente intelectualmente confortável para você.

10.

Não se coloque em um pedestal como diretor. Eu fiz filmes de 300 e poucos filmes e só trabalhei com talvez quatro verdadeiros autores. Contudo, a maior parte do que fazemos como cineasta é um processo colaborativo. É muito importante que você envolva outras energias criativas. Ou seja, quando eu estou dirigindo e preciso correr contra o tempo, eu digo a todos: “Alguém tem alguma idéia?” Se comunicar bem com a equipe pode fazer as pessoas mais seguras para dar ideias e sugerir melhorias.


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